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Herdade
de Fonte Paredes

João Rato, o criador
de Alcorregvs |
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Vitivinicultura
Na última década as vinhas plantadas
de raiz na Freguesia de Avis vieram, de alguma
forma, alterar a paisagem que em tempos que já lá vão,
era quase exclusivamente, dominada pelo montado
e pelo cereal.
A
Herdade de Fonte Paredes – com cerca
de 100 hectares – é o maior produtor
da freguesia, tendo inaugurado em Maio de 2008
um moderno lagar onde são produzidos vinhos
de diversas qualidades (brancos, tintos, rosés,
regionais, monocastas, reservas) alguns dos quais
já premiados
nacional e internacionalmente. Fuscaz – um
nome que é também uma referência
histórica - foi a primeira marca a chegar
ao mercado, ao qual se seguiram os Quinta de Santa
Ana, Pêro d’Alter, Val d’Eira
ou Herdade Fonte Paredes «que crescem em
solos com uma orografia quase única, em
declive pronunciado, pouco comum no Alentejo. A
composição argilo-calcária
destes solos, a sua exposição privilegiada,
a excelência das castas neles plantadas,
constituem factores predominantes e decisivos para
a constituição de um "terroir" único
e incomparável», como se pode ler
no site da Herdade Fonte Paredes.
Com outra dimensão, no Monte Novo do Rodeio,
a família Ramos Rato, instalou uma pequena
vinha com pouco mais de 4 hectares que já vai
no terceiro ano de produção e que
deu origem a um vinho que, rapidamente, ganhou
a estima dos consumidores do concelho e não
só: trata-se de «Alcorregvs» um
tinto regional alentejano, que segundo a conceituada
Revista Vinhos «tem bons aromas de fruta
madura, com sugestões de ameixa, amoras,
num perfil jovem e frutado, bastante acessível
na boca, com boas sugestões florais, num
conjunto suave, redondo e atractivo».
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Olival
O olival marca, também ele, desde tempos imemoriais, a paisagem de Avis.
Nos últimos anos, a Herdade de Fonte Ferreira levou a cabo uma acção
de renovação e aumento dos efectivos arbóreos, tendo no
ano de 2010, produzido uma já muito interessante quantidade de azeite.
A aposta na qualidade – reservando uma parte significativa para olival
biológico e variedades autóctones – é a garantia
de que o sabor do «nosso azeite» irá continuar a ser preservado.
A aposta em novos produtos, destinados a nichos de mercados, assim como uma
estratégia de marketing e um design virado para os mercado mais exigentes,
irão, certamente, contribuir para a afirmação da marca
no panorama olivícola nacional.
No entanto, a cultura super-intensiva também chegou às terras
do Mestre de Avis. Herdades como o Painho, Braz Varela ou Montinho, são
apenas alguns dos campos ocupados por novas qualidades de oliveiras que visam,
acima de tudo, uma maior produção e rentabilidade.
Mas as pequenas courelas, também contribuem, e de que maneira, para
o volume total de azeite da freguesia, acabando grande parte da azeitona por
ser transformada no Lagar da Cooperativa Agrícola de Avis, um dos locais
onde é possível adquirir o apreciado azeite que nasce numa das
zonas demarcadas mais antigas do país, a do Norte Alentejo.
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Pecuária
Os rebanhos de ovelhas, acompanhados pelos pastores e pelos seus cães,
são uma imagem de marca da freguesia de Avis. O afamado borrego alentejano
tem nos nossos campos a pastagem ideal para se desenvolver de forma ecologicamente
sustentável, garantindo ao consumidor um produto de qualidade garantida.
Ainda na área da freguesia, na Herdade do Painho, é mantida uma
vara de porcos de montado com assinalável dimensão. A maior parte
deles destinam-se à exportação para a vizinha Espanha, onde
darão lugar aos famosos presuntos «pata negra».
Também o gado vacum tem alguma importância na economia local, havendo
a registar meia dúzia de explorações, nomeadamente, na Fonte
Ferreira, Carapeta, Granel, Painho, Quinta de Santana, Casas Altas e Pereira.
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Montado
No montado reinam a azinheira e o sobreiro. A bolota é essencial para
a alimentação das varas de porcos, mas a lenha que se extrai
da limpeza das azinheiras é uma fonte de riqueza nada desprezável.
Já a cortiça, apesar da baixa cotação no mercado, é rendimento
sempre garantido estendendo-se na paisagem pelas herdades da Machadinha, Painho,
Monte dos Frades, Rui Vaz, Faimaz, Carapeta, Vinagre e Grácia Vaz.
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Cereal
O Cereal que em tempos era a cultura predominante na região, não
passa hoje de um complemento da pecuária, estando as searas de trigo,
tritical e cevada exclusivamente destinadas à alimentação
dos efectivos pecuários.
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